02/02/2010 O estado do Mato Grosso contará com equipe de inteligência para combater o trabalho escravo

Uma equipe formada por agentes da Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e servidores do Ibama vai investigar denúncias de trabalho semelhante à escravidão em todo o estado.

Os agentes participam de um curso de capacitação – que teve início na última segunda-feira – com duração de quatorze semanas.

O presidente da Coetrae, Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo, Alexandre Bustamante, fala sobre o curso.

Sonora: O curso está sendo para 30 servidores, para apoiar a fiscalização dos fiscais da Superintendência Regional do Trabalho em Mato Grosso. Muitas vezes a justiça, o Ministério Público e a polícia, quando vai formar a culpa nos processos criminais deixa passar determinadas provas, porque os policiais não estão preparados para esse tipo de delito. A proposta é qualificar policiais para essas práticas teóricas e atividade rural.

Durante o treinamento, os servidores também aprenderão a utilizar equipamentos de monitoramento à distância, como GPS – aparelho que marca a posição da pessoa dentro de uma mapa, para que ela possa voltar quando quiser ao mesmo local – além de câmeras e filmadoras de alta tecnologia.

A previsão é de que a equipe comece a atuar em maio deste ano.

Outra medida que será implementada no estado para combater esse tipo de trabalho é o Sine Rural – que vai funcionar como uma agência de empregos voltada para vagas na área agrícola. Como explica Bustamante.

Sonora: O produtor rural, ao invés de contratar o “gato”, que é aquela pessoa que vai pegar o trabalhador em outro estado, procure o Sine Rural para poder procurar o empregado. O empregado rural que estiver desempregado, ele vai estar cadastrado nesse Sine. A gente está fazendo a qualificação desses trabalhadores egressos do trabalho escravo e colocando à disposição desse Sine, para que ele volte ao trabalho com a carteira assinada com todos os direitos que são a ele inerentes.

De acordo com levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2009 foram resgatados 308 trabalhadores no estado em situação semelhante à escravidão.

Os casos de trabalho escravo em Mato Grosso podem ser denunciados pelos telefones 65 3616 4800 ou 3613 9100.

De Brasília, Cristina Sena

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