05/01/10 Moradores da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, no Oeste do Pará, trocam as moradias de palha por casas de alvenaria

Entre 2005 e 2009, mil e trezentas famílias da Resex Tapajós-Arapiuns contaram com recursos financeiros do Incra para a construção de casas. Atualmente, as famílias recebem quinze mil reais para investirem na compra de material de construção e no custeio de mão-de-obra.

Localizada nos municípios de Santarém e Aveiro, no Oeste do Pará, a Resex abriga aproximadamente três mil e quinhentas famílias em setenta e duas comunidades. Segundo o Chefe da Divisão de Desenvolvimento de Projetos de Assentamentos do Incra em Santarém, Marcelo Bosch (Boche), o Instituto pretende financiar a construção de residências para todos os moradores da unidade de conservação.

SONORA: A nossa previsão pros próximos 6 meses é estar construindo mais 400 casas, sendo que 200 já estão em fase de construção. E uma meta até um pouco ousada, a gente está querendo fechar 2010 com 2000 casas entregues na Resex Tapajós- Arapiuns, para todas das comunidades que lá vivem. Estamos priorizando também a região do Arapiuns, uma região que a gente não conseguiu atacar com a mesma força que a região dos Tapajós.

De acordo com Bosch, os recursos são administrados pela Tapajoara, a organização das Associações comunitárias locais. O presidente da Tapajoara, Rosinaldo Santos, explica que as famílias foram cadastrados para receber o financiamento. Segundo ele, como medida de economia, o material de construção é comprado em mutirão e as casas são feitas pelos moradores da reserva.

Agostinho da Silva é um dos beneficiados da comunidade de Muratuba. Ele, a esposa e os cinco filhos saíram da casa de palha e chão batido há seis meses.

SONORA: É uma casa de qualidade, bem reforçada, no padrão e realmente nós dentro da Resex não tínhamos condições de receber uma casa dessas.

As moradias têm dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, mas os moradores escolhem a disposição dos cômodos.

De Brasília, Cristina Sena

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