12/2009 Especial Febre Amarela

LOC: Entre os meses de janeiro e maio, a população da Amazônia Legal deve aumentar os cuidados para evitar a Febre Amarela.

LOC: Nesse período chuvoso, os mosquitos que transmitem a forma silvestre da doença, aparecem em maior quantidade. Mais informações com Cristina Sena.

MATÉRIA: Segundo o Ministério da Saúde, a incidência de Febre Amarela diminuiu nos últimos cinco anos no Brasil, mas a taxa de mortalidade continua alta.

Em 2008, vinte e cinco das quarenta e seis pessoas que contraíram a doença morreram. Nos estados da Amazônia Legal, a doença levou a óbito quatro dos seis infectados.

Entre os meses de janeiro e maio, período de chuvas, aumenta a população dos mosquitos haemagogus e sabethes, transmissores da doença em áreas de floresta e cerrado – a chamada Febre Amarela Silvestre – uma das formas que mais preocupam atualmente. Já que desde 1942 não há casos de Febre Amarela urbana no país, transmitida pelo aedes aegypti, também vetor da Dengue.

O médico especialista em doenças tropicais da Fundação Oswaldo Cruz, Victor Laerte, detalha os sintomas da doença.

SONORA: Ela começa com um quadro de febre aguda, a pessoa começa a ter febre de repente. Mal estar, dor no corpo, e que, geralmente melhora somente tomando os analgésicos, mas que, em pequena parte das pessoas pode agravar. Em torno de 20 a 25% das pessoas ela pode evoluir para um quadro mais grave, que aí sim você tem aquelas manifestações de icterícia, a pessoa fica amarela, pode ter alterações na coagulação no sangue, aquele vômito de sangue, e nesse quadro a chance de morrer é maior.

De acordo com Victor Laerte, a taxa de mortalidade é alta porque a maioria dos casos descobertos são de pessoas que apresentam a forma grave da doença.

SONORA: A maioria dos casos nem consegue fazer o diagnóstico, a não ser se atentar para o fato de a pessoa ter ido a uma área de transmissão da Febre Amarela e pode até ser confundido com outras doenças também, como dengue, umas viroses.

Por isso, quem mora em região próxima à floresta, local onde o mosquito se encontra, precisa estar com a vacina em dia.

Victor Laerte alerta que a vacina é a única maneira eficaz de evitar o contágio.

SONORA: Pessoas que moram em áreas onde tem a transmissão é muito aconselhável tomar a vacina. E pessoas que se dirigem a essas áreas também. Demora dez dias para ela ter o efeito imunogênico. Então tem que tomar o cuidado de tomar a vacina dez dias antes de chegar ao local de destino.

Em regiões endêmicas, como os estados com floresta amazônica, as crianças são vacinadas com seis meses de idade. Mas a cada dez anos, é preciso reforçar a dose. Atenção: mulheres grávidas, pessoas alérgicas à gema de ovo ou com imunidade baixa não devem ser vacinados.

Zouraide Guerra, técnica da Coordenação de Vigilância das Doenças Transmitidas por Vetores Antropozoonoses do Ministério da Saúde, a COVEV, dá dicas de prevenção para quem não pode tomar a vacina.

SONORA: É utilizar roupas protetoras, de manga comprida, calça comprida, e repelente de mosquito, repelente de inseto. Porque se transmite quando o mosquito vem para picar pra se alimentar, que ele se alimenta de sangue.

De acordo com Zouraide Guerra, a contaminação por Febre Amarela tem aumentado nos estados do sul, sudeste e centro-oeste do país. Metade dos casos da doença registrados no ano passado nos estados da Amazônia Lega ocorreram no Mato Grosso.

De Brasília, Cristina Sena



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